diário dos imperfeitos

AMOR é o nome civilizado que damos ao desejo. Desejo é um corpo, amor é uma palavra. Sabemos o que o amor não é, mas nunca saberemos ao certo o que é.
Todos somos imperfeitos no amor. Para o amor estamos sempre atrasados! Os perfeitos são uma superfície lisa por onde escorregamos e caímos…
Perfeitas são as pessoas que ainda não conhecemos. Na vida real somos todos imperfeitos. Quando desconhecemos as imperfeições de alguém, desconhecemos esse alguém e ficamos impedidos de amar.
O amor é a maior imperfeição humana.
Temos de ser felizes por um instante.
Afinal para que serve o amor, se a vida não passa de um instante? Um fugaz instante…

produção_ ASTA
encenação e dramaturgia_ Marco Ferreira (a partir da obra homónima de João Morgado)
interpretação_ Carmo Teixeira, Graça Faustino, José Meira e Sérgio Novo
espaço cénico e vídeo_ Marco Ferreira
figurinos e cenografia_ ASTA
construção de cenografia_ João Cantador
conceção sonora_ Gabriel de Almeida (Gabi)
design gráfico e fotografia_ Sérgio Novo
montagem e operação técnica_ João Cantador
agradecimentos_ Sr. Santarém, Rui Garcia, RECIASCENSÃO – reciclagem de sucatas, Lda., Álvaro Ascensão, A Moagem – Miguel Rainha, Pinus Verde e Rita Carrilho