E por vezes…

A primeira apresentação da recém homologada ASTA – Associação de Teatro e Outras Artes, pretende como objetivo a simbiose de várias artes num espetáculo de poesia. Este espetáculo é o resultado de uma seleção de poemas de vários poetas e escritores nacionais, internacionais,
contemporâneos e não só. Esta é a parte que a transportámos da arte da escrita.
Da música extraímos os sons mais clássicos e acústicos e passeámo-los pelos novos caminhos da mais recente tecnologia musical. Ao teatro, além da sua magia, fomos buscar o seu elemento fundamental: o ator. Um grupo jovem de atores, que tentam exprimir a fusão destas três artes, através do corpo e da voz.
A performance desempenhada pelos músicos e atores, cria vários momentos e ambiências diferentes. Num encadeamento, resultante da pesquisa dos intervenientes/artes envolvidas, os poemas criam vida, sucedendo-se, uns após os outros por entre sons, imagens, coreografias, luzes, tensões, emoções e situações. Com uma estética simples e justa, procurámos respeitas as palavras e os seus autores, mas “experimentamo-las” e humildemente demos-lhes as nossas almas, transportando-as para os nossos dias, deixando um pensamento no amanhã. Com o recurso à fotografia sobre a forma de slides, documentámos rostos e situações de pessoas e lugares da região beirã. Também uma recolha radiofónica de comentários à poesia, dessas mesmas pessoas, serve de mote ao início do espetáculo e a uma “passagem temporal” pelo passado, presente e futuro.

Direção artística_ Rogério Peixinho e Vítor Correia
Atores_ António Abernú, Felícia Teopísto, Leonor Afonso e Sérgio Novo
Músicos_ Hugo Campos e Rogério Peixinho
Figurinos_ Miguel Gigante
Direção técnica_ ASTA
Grafismo e composição_ António Abernú e Felícia Teopísto
Recolha e montagem áudio_ Susana Maques e Vítor Correia
Produção_ Carmo Teixeira